Dez mulheres que influenciaram a história da língua inglesa

08/03/2019
Tempo de leitura: 3 minutos

Quando falamos sobre grandes nomes da língua inglesa, é muito fácil apelar para o maior escritor de todos os tempos: William Shakespeare. Afinal, ele é criador de muitas palavras que usamos até hoje, como já vimos aqui. Além disso, escreveu uma infinidade de frases insuperáveis sobre o amor. Mas, ao longo dos séculos, muitas mulheres deixaram a sua marca na língua inglesa e fizeram a diferença na literatura, nas traduções e até mesmo nas relações entre povos. Conheça algumas delas:


Anne Bacon

Tradutora de diversos textos religiosos do latim para o inglês, Anne era filha do tutor do rei britânico Edward VI. Em pleno século 16, cresceu ao redor das letras, recebendo uma educação de ponta. Suas traduções de textos protestantes influenciaram diversas decisões políticas da rainha Elizabeth I. Se o sobrenome parece familiar (e não por causa de, bom, bacon), não é à toa: foi mãe de Francis Bacon, um importante filósofo.


George Eliot

Estranhou o nome masculino? Pois é: foi usando esse nome que Mary Ann Evans conseguiu publicar seus livros no século 19. Sua obra Middlemarch é considerada uma das melhores obras literárias de todos os tempos. Além de escritora, Evans foi tradutora, jornalista, poeta e uma das vozes mais importantes da Era Vitoriana. Com seu talento, quebrou muitos preconceitos sobre narrativas de mulheres. Aliás, entre seus maiores fãs, estava ninguém menos que a própria Rainha Victoria.


Margaret Tyler

Tyler foi a primeira mulher inglesa a traduzir um romance espanhol. Mais do que isso, sua tradução da obra “Espejo de principe y cavalleros” foi um bestseller em 1578! Seu legado é extremamente importante para a língua: em seu tempo, mulheres raramente traduziam obras literárias. Tyler escreveu muito sobre a importância de ter mulheres nesse meio como forma de diversificar o uso da língua.

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Jane Austen

Austen influenciou mulheres do mundo todo a escrever graças ao seu estilo honesto, divertido e ácido. Sua obra de maior sucesso, “Orgulho e Preconceito”, é considerado um clássico e agrada tanto a crítica quanto o público, pois fala de forma direta, inteligente e imaginativa sobre os curiosos costumes ingleses do século 19.


Aphra Behn

Embora não seja tão conhecida como outras dessa lista, Aphra Behn foi uma inspiração para incontáveis autoras. O motivo? Ela foi, possivelmente, a primeira mulher a conseguir se manter economicamente com suas obras. Seu trabalho e sua paixão pela língua inglesa têm influência direta em Virginia Woolf.


Anne Bradstreet

Já que estamos falando de grandes feitos, que tal conhecer Anne Bradstreet, a primeira autora a ser publicada nos Estados Unidos? Suas palavras ultrapassaram as barreiras entre a Inglaterra, de onde era originalmente, e sua colônia. Até hoje, é considerada uma pioneira das letras.


Dorothy Parker

Dona de um estilo bem-humorado e único, Dorothy Parker é uma das escritoras mais originais da língua inglesa. Fã do humor, das metáforas inteligentes e da experimentação, Parker teve uma carreira meteórica, sem deixar de lado as críticas à sociedade de seu tempo. Seu conto The Waltz brinca com palavras ditas em voz alta em contraste com os pensamentos da personagem.


Emily Brontë

O valor do legado das irmãs Brontë para a literatura inglesa é incalculável, mas foi Emily quem recebeu os maiores louros da fama. Ao escrever O Morro dos Ventos Uivantes, seu único livro, Brontë não imaginava que sua obra se tornaria um clássico. O motivo de tanto sucesso? Além de ser uma obra rica em experimentação e linguagem, é conhecida como uma das histórias de amor mais sinceras do mundo. Não é para fracos!


Sylvia Plath

Dona de um estilo muito próprio e visceral, Sylvia Plath transformava seus temores e angústias em arte de primeira linha. Seu único romance, “A Redoma de Vidro”, é um dos livros mais controversos do século XX, seja por seu estilo brutalmente honesto, que influenciou escritoras de muitas gerações, ou por ser considerado uma das maiores obras sobre saúde mental já publicadas. Infelizmente, Plath não viveu para colher os louros da sua fama.


J. K. Rowling

Não dá para deixar de lado a autora que apresentou a literatura para muitos jovens e adultos nos anos 2000. Dona de um estilo próprio, caloroso e mágico, Rowling encantou pessoas de todas as gerações com Harry Potter. Entre seus triunfos, está a experimentação com uma linguagem que evoca magia e modernidade ao mesmo tempo.

Claudia Fusco

Redes sociais e conteúdo são minha paixão – assim como naves espaciais, criaturas fantásticas, literatura e cinema. É, sou uma jornalista com um pé na ficção científica; até fiz mestrado sobre esse tema em Liverpool, a cidade mais legal do mundo! Acredito que aprender novos idiomas pode abrir portas para a imaginação e para uma vida incrível. Vem com a gente! 😉
Claudia Fusco