As universidades no exterior

13/05/2016

Já falamos sobre o TOEFL, um dos exames de proficiência que abrem as portas para quem quer estudar nos países de língua inglesa. Mas o que mais é necessário para ser bem sucedido nas universidades lá fora? É claro que dedicação aos estudos é primordial, mas também é necessário conhecer como funciona o o processo todo.

O primeiro passo
Conhecer a universidade – é isso que você deve fazer se quiser estudar em alguma instituição no exterior. Visite o site, os canais de comunicação e redes sociais. Vale mandar e-mail também. Esses procedimentos são importantes para você conhecer melhor os cursos, o campus, as possibilidades de estadia, e muito mais. Busque também pessoas que já estudaram fora e tire suas dúvidas, desde as mais básicas até as mais complicadas.

O processo seletivo
Diferente do que acontece aqui no Brasil, na maioria dos países de língua inglesa, os candidatos são avaliados de acordo com sua trajetória pessoal e acadêmica, e não através de uma avaliação extensa como o nosso vestibular. Com análise de currículo escolar e entrevistas, as universidades prezam pela qualidade da experiência do candidato. Para eles, é muito importante conhecer o aluno, pelo bem da instituição e do próprio aluno. Por exemplo, se alguém que tem um forte currículo nas matérias de Humanas (História, Geografia, Inglês) tenta se candidatar em uma universidade que tem como ponto forte os cursos de ciências matemáticas, isso será considerado no processo de seleção.

Apesar de não haver vestibular, o aluno precisa realizar assessments (provas de conhecimentos básicos, como o nosso Enem) que o colocará num ranking, e é esse ranking que dirá quais universidades ele pode tentar. Nos Estados Unidos, as provas são chamadas de SAT (“Scholastic Aptitude Test“), já nos países europeus, são conhecidos como UCAS (“Universities and Colleges Admissions Service“). No Canadá, assim como na Austrália, não há um sistema de avaliação geral, é preciso entrar em contato com cada universidade para ver o procedimento que cada uma adotou.

Além disso, é necessário provar fluência no inglês, ou seja, é fundamental que o aluno tenha realizado algum teste de proficiência no idioma.

Grade Curricular
As melhores universidades são conhecidas não apenas por suas grandezas, mas também pela rigidez e quantidade de trabalhos e prova ao longo dos cursos. Os horários e quantidades de aulas fica a critério de cada instituição. Também cabe a cada universidade a escolha de uma nota média que define se o aluno vai passar de ano ou não. Também se preza muito a atitude do aluno dentro da universidade, principalmente porque é comum os alunos morarem no próprio campus da universidade, então, suas atitudes são avaliadas como parte do seu ensino e tempo dentro da escola.
Algumas universidades apresentam programas bem flexíveis que permitem que o aluno explore melhor a área que pretende estudar (Ciências Biológicas, por exemplo), e depois de um determinado número de semestres, esse aluno escolhe sua especialização.

Se você estiver pensando em estudar fora, você pode buscar expressões relacionadas a estudos e universidade também! Assim você fica cada vez mais por dentro do sistema de educação lá estrangeiro. 🙂

Bruno Lopes

Formado em Letras na Universidade de São Paulo, apaixonado pelas culturas de origem inglesa e suas manifestações. Acredito que a língua inglesa é um dos grandes instrumentos educacionais e sociais atuais. Viajar o mundo, vivenciar outras culturas e aprender outras línguas são sonhos a caminho de serem realizados.
Bruno Lopes